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A TÉCNICA DA VOZ CANTADA

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__Classificação da Voz_________-_página_ 15

O Falsete.

A voz de falsete é utilizada para alongar a extensão vocal e no momento da passagem para o falsete, acontece um descanso laríngeo.

É uma caracteristica das vozes masculinas e a coaptação das cordas vocais é incompleta, e a sua junção em profundidade está reduzida. O gasto de ar é muito grande. Esta voz não pode ser aumentada ou diminuida e carece de harmônicos agudos.

ESCLARECIMENTO

Quero esclarecer que não é falsete a técnica onde usamos o final do véu palatino para notas agudíssimas que sustentamos com uma pressão sub-glótical constante e com volume QUE PODE SER SUSTENTADO A VONTADE COM TOTAL DOMÍNIO TANTO POR cantores COMO POR cantoras. Há uma outra técnica onde usamos os formantes ( ressonadores da face) para agudos suaves. Como exemplo cito a cantora Mariah Carey QUE USA FREQUENTEMENTE os ressonadores da face PARA NOTAS AGUDAS E SUAVES. TENHA AMOR A ARTE DE CANTAR e ESTUDE TÉCNICA VOCAL COM QUEM REALMENTE DOMINE O ASSUNTO. NÃO SEJA UM PAPAGAIO, POR FAVOR, QUESTIONE SEMPRE O QUE VOCÊ LÊ NA INTERNETE. VEJA QUEM ESCREVE.

JÁ LI NA INTERNETE VÁRIOS ABSURDOS ESCRITOS POR "PROFESSORES DE CANTO" QUE INFELISMENTE NÃO ESTUDARAM FONÉTICA, BIOFÍSICA DA FONAÇÃO OU AS INFLUÊNCIAS AERODINÂMICAS QUE SOFREM NOSSAS PREGAS VOCAIS QUANDO DA ENTRADA DO AR NA INSPIRAÇÃO MIXTA QUANDO FALAMOS OU CANTAMOS.

DESCULPE PELO DESABAFO ...

CONTINUANDO.

Falsete ( Do italiano falsetto = "tom falso") é técnica vocal por meio da qual o cantor emite, de modo não natural, por isso "falso", sons mais agudos que os da sua faixa de freqüência acústica natural (tessitura).


É assim chamada por depender diretamente da contração de uma estrutura laríngea denominada falcius. É especialmente usada por cantores do sexo masculino para alcançar os registros de contralto (alto), e de forma rara meio-soprano e, rarríssima, de soprano.

No falsete, a voz é gerada numa região da garganta que não permite um controle preciso da frequencia do som emitido.

Anatomia

Sob o aspecto anatômico, falsete é um modo particular de vibração das pregas (cordas) vocais que permite ao cantor emitir a nota mais aguda com menor esforço, ou, alternativamente, emitir uma nota mais aguda que se conseguiria com esforço normal. Produz-se por estiramento das cordas vocais em seguida à inclinação da cartilagem tireóidea, que gera vibração por justaposição das cordas ao invés de por batimento.


Harmonia

Deve-se considerar que o som de uma voz [com emissão em] falsete, por ser mais agudo e menos potente que o correspondente em voz [com emissão em tom] normal, é mais sibilante e, em conseqüência, menos rico em sonoridade (contém menos harmônicos), donde acertadamente chamada de falsete, a lembrar emissão falsa.

Uso na música em geral

É necessário saber que o falsete é uma técnica exclusivamente masculina, sendo criada para atender tons femininos já que as mulheres não podiam cantar na época.(O falsete é fruto de discuções longas que ainda não chegaram a um consenso). A técnica nasceu na música barroca e gregoriana de onde foi se desenvolvendo. Operas já fora do contexto barroco usavam falsete em certas partes de algumas peças Onde os homens faziam papeis femininos.

 

OS HORMÔNIOS

 

TEMOS QUE LEVAR EM CONTA QUE UMA PESSOA QUE TENHA ANOMALIAS DE GRANDES DESEQUILIBRIOS DE HORMONIOS - HAVERÁ ANOMALIAS NA VOZ TAMBÉM.

1 - A progesterona e o estrogênio são os principais hormônios produzidos pelo aparelho reprodutor feminino; mas o homem também possui estes hormônios, porém em quantidades bastante inferiores. No sexo masculino, eles são derivados da conversão de outros hormônios, como a testosterona e a androstenediona.

 

MUITA TESTOSTERONA - VOZ GRAVE

CORDAS VOCAIS LONGAS (Compridas) - VOZ GRAVE

 

MUITA PROGESTERONA - VOZ AGUDA

CORDAS VOCAIS PEQUENAS (Curtas) - VOZ FINA

 

 

O FALSETE SÓ É FALSETE SE NÃO FOR A VOZ NATURAL. UM HOMEM QUE FALA FINO COMO UMA MULHER PODE DAR MUITOS AGUDOS COMO UMA MEZO OU UMA SOPRANO, MAS NÃO ESTÁ FAZENDO UM FALSETE POIS SUA VOZ NATURAL É FINA e AGUDA.

Citarei o adendo abaixo para você melhor avaliar e saber o que é e o que não é falsete.

Os Castrati não faziam falsete - A voz era natural

 

Adendo - CASTRATI

Castrato (plural castrati) é um cantor masculino cuja extensão vocal corresponde em pleno à das vozes femininas, seja de soprano, mezzo-soprano, ou contralto. Esta faculdade numa voz masculina só é verificável na sequência de uma operação de corte dos canais provenientes dos testículos, ou então por um problema endocrinológico que impeça a maturidade sexual. Consequentemente, a chamada "mudança de voz" não ocorre.

A castração antes da puberdade (ou na sua fase inicial) impede então a libertação para a corrente sanguínea das hormonas sexuais produzidas pelos testículos, as quais provocariam o crescimento normal da laringe masculina (para o dobro do comprimento) entre outras características sexuais secundárias, como o crescimento da barba.

Quando o jovem castrato chega à idade adulta, o seu corpo desenvolve-se, nomeadamente em termos de capacidade pulmonar e força muscular, mas a sua laringe não. A sua voz adquire assim uma tessitura única, com um poder e uma flexibilidade muito diferentes, tanto da voz da mulher adulta, como da voz mais aguda do homem não castrado (contratenor). Por outro lado, a maturidade e a crescente experiência musical do castrato tornavam a sua voz marcadamente diferente da de um jovem.

O termo castrato designa não só o cantor mas também o próprio registo da sua voz.

 

Os castrati na história

A prática de castração de jovens cantores (ou castratismo) existia desde o início do Império Bizantino, em Constantinopla em torno de 400 d.C., a imperatriz Aelia Eudoxia tinha um coro cujo mestre era um eunuco, que pode ter estabelecido o uso de castrati em coros bizantinos. Por volta do século IX, cantores eunucos eram bem conhecidos (pelo menos em Hagia Sophia), e permaneceu assim até o saque de Constantinopla pelas forças ocidentais da Quarta Cruzada em 1204, a partir de então, a prática de cantores eunucos desapareceu.

Somente no século XVI na Itália, os castrati reapareceram, devido à necessidade de vozes agudas nos coros das igrejas. No fim da década de 1550, o duque de Ferrara tinha castrati no coro da sua capela. Está documentada a sua existência no coro da igreja de Munique a partir de 1574 e no coro da Capela Sistina a partir de 1599. Na bula papal Cum pro nostri temporali munere de 1589, o papa Sisto V aprovou formalmente o recrutamento de castrati para o coro da Basílica de S. Pedro.

Na ópera, esta prática atingiu o seu auge nos séculos XVII e XVIII. O papel do herói era muitas vezes escrito para castrati, como por exemplo nas óperas de Handel. Nos dias de hoje, esses papéis são frequentemente desempenhados por cantoras ou por contratenores. Todavia, a parte composta para castrati de algumas óperas barrocas é de execução tão complexa e difícil que é quase impossível cantá-la.

Muitos rapazes que eram alvo da castração eram crianças órfãs ou abandonadas. Algumas famílias pobres, incapazes de criar a sua prole numerosa, entregavam um filho para ser castrado. Em Nápoles, recebiam a sua instrução em conservatórios pertencentes à Igreja, onde leccionavam músicos de renome. Algumas fontes referem que muitas barbearias napolitanas tinham à entrada um dístico com a indicação "Qui si castrano ragazzi" (Aqui castram-se rapazes).

Em 1870, a prática de castração destinada a este fim foi proibida em Itália, o último país onde ainda era efectuada. Em 1902, o papa Leão XIII proibiu definitivamente a utilização de castrati nos coros das igrejas. O último castrato a abandonar o coro da Capela Sistina foi Alessandro Moreschi, em 1913.

Na segunda metade do século XVIII, a chegada do verismo na ópera fez com que a popularidade dos castrati entrasse em declínio. Por alguns anos, ainda existiram desses cantores na Itália. Com o tempo, porém, esses papéis foram transferidos aos contratenores e, algumas vezes, às sopranos.



O filme "Farinelli"

O filme "Farinelli", de Gérard Corbiau (1994) focaliza a vida do mítico cantor italiano Carlo Broschi (1705-1782), que iniciou sua carreira ao lado do irmão, o pianista Ricardo Broschi. Fora aluno de Nicola Porpora e ganhou muito prestígio em toda a Europa. Aparece como um galã, de olhar triste e solitário, que encerrou carreira como cantor exclusivo do rei Felipe V da Espanha, que o contratou porque seu canto era a única coisa que o tirava da depressão.

No longa-metragem, Farinelli vive um embate com o compositor Haendel, que quase vai à falência quando o astro rouba o público de seu teatro para o do concorrente.

Na época dos castrati, a estrela era o cantor; a música, portanto, deveria estar a serviço dele. E o filme toca nesse assunto quando Haendel descarrega em Farinelli todo seu ódio. De ambas as partes, era uma relação alimentada por admiração e raiva.

Farinelli alcançava 3.4 oitavas, do Lá2 até o Ré6, com sua voz e, dizem, tinha a capacidade de sustentar 150 notas em um só fôlego. Para fazer o filme, foi necessário juntar a interpretação de dois cantores, um contratenor e uma soprano coloratura.

Como não há gravações, ninguém sabe dizer ao certo como era a voz de Farinelli e de seus contemporâneos.

Há apenas alguns registros do último castrato, Alessandro Moreschi (1858-1922), que serviu na Capela Sistina e, entre 1902 e 1904, gravou dez discos.

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